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terça-feira, 19 de maio de 2015

I CIRANDA DO BRINCAR NO LABRINCA: Colégio de Aplicação/UFSC


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I CIRANDA DO BRINCAR NO LABRINCA

Colégio de Aplicação/UFSC
27 e 28 de maio de 2015
Florianópolis/SC

Celebrando o Dia Internacional do Brincar (UNESCO 28 MAIO)

Maiores informações: www.ca.ufsc.br

segunda-feira, 30 de março de 2015

Severino Antonio: Na educação infantil é preciso escutar



Severino Antonio

Severino Antonio Moreira Barbosa nasceu em Cachoeira Paulista, SP, em 24 de novembro de 1951. Atualmente, Prof. Dr. do Mestrado em Educação do UNISAL, São Paulo, trabalhando principalmente com educação, linguagem, poesia, utopia. Orientou mais de 50 Dissertações de Mestrado. Participou de mais de duas centenas de bancas de Mestrado e Doutorado.

Obras publicadas:

"A Irmandade de todas as coisas-diálogos sobre ética e educação" (Diálogos do Ser – 2010;
“Educação e Conhecimento: uma nova escuta poética - diálogo com Morin. Prigogine e outras vozes” (Paulus, 2009);
“O Visível e o Invisível (A redescoberta do sagrado, O reencantamento do mundo, A matéria amada)” Verus Editora, 2008;
“Novas Palavras” FTD 4a ed. (com Emília Amaral e outros).

*Aprovado pelo MEC, no Programa Nacional do Livro para o Ensino Médio – PNLEM, e adotado em escolas de todo o país;

“Redação: Escrever é Desvendar o Mundo” Campinas-SP, Papirus.23a ed. 2010;
A menina que aprendeu a ler nas lápides e outros diálogos de criação” Biscalchin Editor – 2008; 
“Educação e Transdisciplinaridade – crise e reencantamento da aprendizagem” – Rio de Janeiro, Editora Lucerna – 2003;
“A Utopia da Palavra – linguagem, poesia e educação: algumas travessias” - Rio de Janeiro, Editora Lucerna – 2003;
“Redação” Nova Cultural 3a ed; (com Emília Amaral e Mauro Ferreira).

Algumas conferências, palestras e mini-cursos realizados, clicando aqui.

30 mar 2015

Acompanhe Severino Antonio no Facebook, clicando aqui.

Entrevista com Marilu Cabañas na Rede Brasil Atual, clicando aqui.

domingo, 22 de junho de 2014

Filme “Tarja Branca” propõe revolução pela brincadeira

A cultura popular é uma chance de se ter uma segunda infância

Filme “Tarja Branca” propõe revolução pela brincadeira

Filme discute importância das atividades lúdicas e defende que brincar pode ser a cura para muitos males do mundo moderno

Por Xandra Stefanel
Especial para RBA
18/06/2014

É raro encontrar algum adulto que não se comova ao ver a beleza das crianças brincando. Por um instante, bate saudades da leveza do mundo lúdico que geralmente povoa o universo infantil. Mas isso logo passa, afinal, crescer traz grandes responsabilidades e não se pode perder tempo com coisas que não são “sérias”. É exatamente isso que o documentário Tarja Branca - A Revolução que Faltava questiona. O longa-metragem dirigido por Cacau Rhoden com produção de Maria Farinha Filmes.

Com um roteiro impecável, o filme intercala saborosas imagens de brincadeiras e de manifestações populares brasileiras com entrevistas com artistas, pesquisadores, psicólogos, psicanalistas, terapeutas, pedagogos, etnomusicólogo e brincantes em geral. Os depoimentos de José Simão, do multiartista Antonio Nóbrega, do escritor Marcelino Freire e do músico e ator Wandi Doratiotto se equilibram com os depoimentos de estudiosos e pesquisadores e de personagens comuns que brincam a cultura popular, como é o caso de Geraldo Antonio da Silva, capitão da Congada Guarda de Moçambique, de Belo Horizonte.

A trilha sonora, composta de cirandas, maracatus, cocos, sambas e outros ritmos nacionais faz um casamento harmonioso e emocionante com a fotografia de Janice D'Ávila. O conjunto da obra leva ao espectador a compreensão do tema pelo sentimento, mais do que pela razão. Impossível não se identificar com as histórias e brincadeiras apresentadas e não lembrar das cores brilhantes que devem fazer parte da vida de todas as crianças. Mais que isso, improvável não se questionar: “Quando é que deixei de brincar e por quê?”

Do início ao fim, a montagem de André Finotti conduz o espectador à esta reflexão por meio de um ritmo orgânico, que evolui sem que se perceba, naturalmente, sem forçar a barra. Assim como as brincadeiras. O casamento que documentário promove entre as brincadeiras e as manifestações culturais típicas brasileiras é comovente, além de fazer todo o sentido. “A grande riqueza da cultura popular é que ela é a chance de você ter uma segunda infância”, afirma a coreógrafa Andrea Jabor, entrevistada num Rio de Janeiro ensolarado tendo ao fundo o deslumbrante Morro Dois Irmãos.

A impressão que se tem quando o filme acaba é que a equipe viajou pelos rincões do Brasil todo para captar a beleza e alegria de um povo brincante com o objetivo de alertar sobre importância de não deixar a brincadeira morrer, especialmente as grandes cidades, onde há cada vez menos espaço para o lúdico. “Tem gente que morre e que uma ou duas cordas foram acionadas. As outras ficaram em silêncio a vida toda. É no brincar que você dedilha a lira inteira”, lamenta Lydia Hortélio, professora e pesquisadora de música tradicional da infância.

Na ânsia de preparar as crianças para o futuro, os pais estão cada vez mais se esquecendo do tempo sagrado das brincadeiras, a principal base da infância. Há cada vez menos um equilíbrio entre o aprendizado formal e o aprendizado por meio do lúdico. “A criança, com 4, 5, 6 anos, já aprende balé, inglês, sapateado... É muita coisa que se enfia na cabeça. Daí vai crescendo um adulto muito preocupado”, aponta o músico e ator Wandi Doratiotto.

“Não adianta ter a forma e não ter conteúdo. E o conteúdo, para mim, vai ser encontrado no brincar, nesse tempo livre, justamente quando ela está em contato com a cultura, com a comida, com a dança, com o teatro. É isso o que vai fazer essa alma ficar cheia. Tirar o tempo livre de recreio, o pouco contato que ela possa a ter com a natureza é o maior pecado que a gente está cometendo com a criança”, afirma a pedagoga Ana Lucia Villela, que diz se sentir profundamente triste ao constatar que 9 entre 10 crianças das grandes cidades preferem ir ao shopping a brincar.

O documentário prega que o prazer da brincadeira deve ser estimulado desde cedo para que, quando adulta, a pessoa continue brincando e saiba buscar a verdadeira felicidade. “Pergunte ao poeta se ele pode não escrever. Se a resposta for 'sim', abandona essa m* e se dedica a qualquer outra coisa. Se a resposta for 'não', então você será um poeta e um escritor, vai escrever e escrever cada vez melhor. Pronto. Isso é ir atrás do seu próprio desejo. Isso é brincar. A única solução para nós é fazermos o que gostamos. Se formos pagos por isso, melhor, mas é secundário”, opina o psicólogo argentino Ricardo Goldenberg.

Para Lydia Hortelio, a solução para muitos problemas da sociedade vêm junto com crianças brincantes. “Eu estou pela revolução que falta, que é esta revolução da criança. É isso que vai nos tirar deste mal-estar, dessa tristeza generalizada que a gente vê nas pessoas, essa falta de alegria que a gente está vivendo”, afirma e vai além: “A gente está vendo a rebeldia das crianças nas escolas, o número de crianças encaminhadas para terapeutas e a escola sem poder resolver a questão da violência. E a violência está aí porque as pessoas foram violentadas na sua capacidade de ser gente”, afirma Lydia.

Pião, bolinha de gude, pipa, carrinho de lata, cantigas de roda. Para a criança, é simples ser feliz em um mundo de brincadeira. Por que, então, depois de adultas, as pessoas acham vergonhoso brincar? “Quem brinca é mais feliz. Ponto. Eu não tenho dúvida. E eu acho que é o grande lance. Todo mundo quer ser feliz. Tudo bem, você quer ter dinheiro, ter conforto... Mas fundamentalmente, o que a gente quer? Felicidade”, diz Andrea Jabor.

Reproduzido de Rede Brasil Atual

18 jun 2014


Tarja Branca – A revolução que Faltava

Documentário, Brasil, 2014, 80’
  
Brincar é um dos atos mais ancestrais desenvolvidos pelo homem, tanto para se conhecer melhor quanto para e se relacionar com o mundo. Mas o que esse ato tão primordial pode revelar sobre nós, seres humanos, e sobre o mundo em que vivemos? Por meio de reflexões de adultos de gerações, origens e profissões diferentes, o novo documentário da Maria Farinha Filmes, dirigido pelo Cacau Rhoden, discorre com pluralidade sobre o conceito de “espírito lúdico”,tão fundamental à natureza humana, e sobre como o homem contemporâneo se relaciona com esse espírito tão essencial.

Diretor: Cacau Rhoden
Produção Executiva: Estela Renner, Luana Lobo e Marcos Nisti
Fotografia: Janice d’Avila
Montagem e Finalização:  André Finnoti
Produtor Musical: André Caccia Bava
Edição e Mixagem: Miriam Biderman

Reproduzido de Ciranda de Filmes
22 jun 2014

segunda-feira, 24 de fevereiro de 2014

Ciranda de Filmes: primeira mostra de cinema focada em educação e infância do Brasil


São Paulo receberá mostra de cinema com foco em educação e infância

Ciranda de Filmes trará filmes inéditos, nacionais e estrangeiros, além de rodas de conversa com especialistas.

De 31 de março a 3 de abril, a Ciranda de Filmes, uma co-realização do Instituto Alana, do Circuito Cinearte e da Aiuê Produtora de Conteúdo, com patrocínio do Instituto Alana e Península, vai exibir filmes em três eixos temáticos: nascimento e infância, espaços de aprendizagem e movimentos de transformação.

Com curadoria de Fernanda Heinz Figueiredo e Patrícia Durães, essa é a primeira mostra de cinema focada em educação e infância do Brasil – e uma das poucas do mundo. Na abertura, na noite do dia 31 de março, acontecerá a pré-estreia do documentário “Tarja Branca” – uma produção da Maria Farinha Filmes com direção de Cacau Rhoden – e uma apresentação especial com o artista Antonio Nóbrega, fundador do Instituto Brincante.

Durante o festival também será lançado o Pequeno Fugitivo, filme americano da década de 50, dirigido por Ray Ashley e Morris Engel, citado por François Truffaut como um dos grandes inspiradores da Nouvelle Vague.

Todos os dias haverá uma roda de conversa com a presença de um diretor dos filmes exibidos, além da participação de três especialistas. Maria Amélia Pereira (Péo), pedagoga e fundadora do Centro de Estudos Casa Redonda, Stela Barbieri, educadora, artista plástica e curadora educacional da Fundação Bienal de São Paulo, Renata Meireles, pesquisadora e criadora do Projeto Território do Brincar e German Doin, diretor do filme La Educación Prohibida, são alguns dos especialistas que participarão dessas rodas.

De acordo com Ana Claudia Arruda Leite, do Instituto Alana e que integra a Coordenação Geral da Ciranda de Filmes, “a mostra é um grande caldeirão poético, que pretende nos conectar com a essência da infância e inspirar educadores e pais a construírem experiências ricas em sentido e aprendizado para si e para as novas gerações”.

Mais informações no site: www.cirandadefilmes.com.br

Serviço

Local: Cine Livraria CulturaConjunto Nacional

Av. Paulista, 2073, Bela Vista, São Paulo, SP
Tel. (11) 3285-3696
Data: 31/03 a 03/4
Horário: das 9h às 18h

Inscrições gratuitas no link

Reproduzido de Instituto Alana

20 fev 2014