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sexta-feira, 22 de maio de 2015

Publicidade infantil: Direitos da criança ante o carrasco


Vídeo da audiência pública sobre o PL 5.921/2001 (publicidade infantil) na CCJC da Câmara Federal, "semi-transmitido" ao vivo em 21/05/2015

Publicidade infantil: Direitos da criança ante o carrasco

Na sessão/vídeo da audiência pública, o quadro lá no fundo da sala é bem simbólico para essa "situação" da luta pelos direitos da criança contra os abusos do "mercado" e a "autorregulação", em especial ali na Câmara Federal: Tiradentes ante o carrasco, 1941 - Rafael Falco (Oran, 1885- São Paulo 1967) óleo sobre tela, 70 x 55 cm.

Morreu o Joaquim José da Silva Xavier. Os podres poderes de todos os tempos só fazem isso: matar. Então, nessa linha de podridão, é fácil acabar com os direitos da criança, liberar geral a publicidade infantil, reduzir a maioridade penal cada vez mais, mercantilizar a educação etc.

Além da transmissão ao vivo (on line) constantemente interrompida, e depois transmitida sem áudio, nem no título do vídeo a Câmara Federal "facilita" para a localização do tema em questão.

"Ou (re)inventamos, ou estamos perdidos"...

Comissão de “Constituição”, “Justiça e “Cidadania” arrastando desde 2001 um Projeto de Lei que defende os direitos da criança? Até que ponto os nobres deputados não representam mais a vontade do povo e, sim, as determinações do “mercado”?

Não é dever da Câmara Federal observar, proteger e defender a Constituição Federal?

“Art. 227 É dever da família, da sociedade e do Estado assegurar à criança, ao adolescente e ao jovem, com absoluta prioridade, o direito à vida, à saúde, à alimentação, à educação, ao lazer, à profissionalização, à cultura, à dignidade, ao respeito, à liberdade e à convivência familiar e comunitária, além de colocá-los a salvo de toda forma de negligência, discriminação, exploração, violência, crueldade e opressão.”

Os “donos do mercado” invocam a “liberdade de expressão” para fazer publicidade mercadológica dirigida às crianças, de forma abusiva, como bem entendem. E defendem uma autorregulação entre as empresas e agências de publicidade, enquanto muitos casos abusivos são cometidos.

De conformidade com o artigo 227 da Constituição Federal, o “Estado” na pessoa da Câmara dos Deputados está descumprindo o seu dever. Então, cabe a outras instâncias desse “Estado” (como a Resolução 163 do CONANDA/2014) à “Família” e à “Sociedade” lutar pelos direitos desrespeitados na abusividade da propaganda mercadológica dirigida às crianças.

Essa sessão/vídeo entra para a história, e eu sugiro um título isso: Publicidade infantil: Direitos da criança ante o carrasco

Leo Nogueira Paqonawta

sábado, 9 de maio de 2015

La Berceuse: Augustine Roulin e uma canção de ninar


Vincent van Gogh
La Berceuse (Canção de ninar)

Madame Augustine Roulin (1851/1930),
balançando o berço com Marcelle Roulin (1888/1980)
Óleo sobre tela: 83 × 74 cm
Metropolitan Museum of Art (Met) . New York City . EUA

Veja mais em "The Roulin Family", clicando aqui.


Loa Loa
La Oreja de van Gogh

Loa, loa txuntxurrun berde.
Loa, loa masusta.

Aita guria Gasteizen da
ama mandoan hartuta.

Aita guria Gasteizen da
ama mandoan hartuta.

Loa, loa txuntxurrun berde
loa, loa masusta.

Dorme Dorme
La Oreja de van Gogh

Dorme Dorme

Dorme, dorme doce menino.
Dorme, dorme, menino da mamãe.

Nosso pai está em Vitória
E levou a mamãe em um burrinho.

Nosso pai está em Vitória
E levou a mamãe em um burrinho.

Dorme, dorme doce menino.
Dorme, dorme, menino da mamãe.


La Oreja de Van Gogh - Loa Loa
Nuestra Casa A La Izquierda Del Tiempo 2009


La Berceuse e a orelha de van Gogh
Uma noite, uma canção de ninar, uma orelha cortada

A ligação entre La Berceuse e a orelha de Vicente Van Gogh não é assim tão clara para quem não conhece detalhadamente sua biografia. Acontece que Van Gogh se automutilou enquanto trabalhava nesta tela na véspera do natal de 1888*.

La Berceuse é o retrato de Augustine Roulin – a matriarca da família Roulin, que Van Gogh outras vezes já havia pintado, além de outros membros da família. Vincent teve a ideia para o quadro quando conversava com Gauguin sobre o livro Pescador da Islândia, de Pierre Loti. Vincent queria pintar «pescadores, que são ao mesmo tempo crianças e mártires, (e) ao vê-lo do seu barco de pesca (...) sentissem que estavam a ter de novo a antiga sensação de estarem no berço e se lembrassem das suas canções de embalar».

Realmente, no quadro não há nenhum barco, mas sim uma senhora que segura nas mãos o cordão que embalava o berço de seu bebê. O próprio berço não está no quadro, e o cordão é bastante sutil para quem desconhece a mecânica para embalar um objeto que não está presente no campo da representação – assim nossa visão é também de quem está a se embalar, de pescador em mar agitado.

Explicando mais tarde para Gauguin, Van Gogh afirma que tinha certeza « de que se puséssemos essa tela tal como está num barco de pesca, mesmo na Islândia, haveria alguns pescadores que iam sentir-se dentro do berço». Também não era este conforto que Vincent procurava para ser acalmado?

O conceito que Van Gogh havia criado para La Berceuse não se resumia a isto, ele intercalou inúmeras referências da história da arte e pensamentos religiosos, buscava, até mesmo, que esta tela fosse equivalente a uma imagem do cristianismo primitivo. Contudo, o que se via realmente era um retrato de uma mulher em uma cadeira, notoriamente, um retrato com cores ousadas (de fato, esta tela causou impacto em muito dos artistas mais jovens; Matisse, Edouard Vouillard e Pierre Bonnard, mas mais sobre suas características formalistas, e não conceituais).

«Os vermelhos que avançavam para o puro laranja, de novo se afirmam nos tons de carne e vão até os crômios, passando pelos rosas e se misturando com verdes-azeitonas e malaquite».  Van Gogh havia ficado satisfeito com o resultado, mas foi essa complexa combinação de cores que o levou a procurar o olvido na embriaguez (mais o medo de que Gauguin abandonasse a casa, que algumas semanas ele havia o convidado para montar um ateliê coletivo).

Naquela fria noite em Arles, no sul da França, Van Gogh iria cometer o grande ato de loucura pelo qual ficou parcialmente conhecido: cortar uma orelha (ou apenas o lóbulo, como aponta alguns historiadores). Gauguin conta que havia sangue por toda casa, inclusive em frente a La Berceuse, o que significa que Vincent estava olhando a tela enquanto se mutilou, ou esteve lá depois de se mutilar.

Contam que na sua crise de loucura antes de cortar a orelha, Vincent Van Gogh, que normalmente não cantava, tinha cantando uma velha canção de ninar, porque imaginava «a canção que a mulher que embalava o berço cantava para adormecer os marinheiros».

A história que se segue é bastante conhecida; Van Gogh embrulha o pedaço da orelha e entrega para uma prostituta. Mas o que teria acontecido com Van Gogh para fazer algo tão invulgar e bizarro?

Sempre que questionado, Van Gogh preferia não responder sobre aquela noite. 

Juca L

Reproduzido de Expresso em Movimento
09 mai 2015

* Uma das versões do quadro. Veja mais clicando aqui.

Madame Augustine Roulin (1851/1930)


Vincent van Gogh
Marcelle Roulin

Marcelle Roulin (1888/1980)
Óleo sobre tela: 63,5 × 61 cm
Metropolitan Museum of Art (Met) . New York City . EUA


Marcelle Roulin

Veja mais sobre a Família Roulin, em Geometrie Fluide, clicando aqui e acolá.

segunda-feira, 30 de março de 2015

Severino Antonio: Na educação infantil é preciso escutar



Severino Antonio

Severino Antonio Moreira Barbosa nasceu em Cachoeira Paulista, SP, em 24 de novembro de 1951. Atualmente, Prof. Dr. do Mestrado em Educação do UNISAL, São Paulo, trabalhando principalmente com educação, linguagem, poesia, utopia. Orientou mais de 50 Dissertações de Mestrado. Participou de mais de duas centenas de bancas de Mestrado e Doutorado.

Obras publicadas:

"A Irmandade de todas as coisas-diálogos sobre ética e educação" (Diálogos do Ser – 2010;
“Educação e Conhecimento: uma nova escuta poética - diálogo com Morin. Prigogine e outras vozes” (Paulus, 2009);
“O Visível e o Invisível (A redescoberta do sagrado, O reencantamento do mundo, A matéria amada)” Verus Editora, 2008;
“Novas Palavras” FTD 4a ed. (com Emília Amaral e outros).

*Aprovado pelo MEC, no Programa Nacional do Livro para o Ensino Médio – PNLEM, e adotado em escolas de todo o país;

“Redação: Escrever é Desvendar o Mundo” Campinas-SP, Papirus.23a ed. 2010;
“A menina que aprendeu a ler nas lápides e outros diálogos de criação” Biscalchin Editor – 2008; 
“Educação e Transdisciplinaridade – crise e reencantamento da aprendizagem” – Rio de Janeiro, Editora Lucerna – 2003;
“A Utopia da Palavra – linguagem, poesia e educação: algumas travessias” - Rio de Janeiro, Editora Lucerna – 2003;
“Redação” Nova Cultural 3a ed; (com Emília Amaral e Mauro Ferreira).

Algumas conferências, palestras e mini-cursos realizados, clicando aqui.

30 mar 2015

Acompanhe Severino Antonio no Facebook, clicando aqui.

Entrevista com Marilu Cabañas na Rede Brasil Atual, clicando aqui.

quinta-feira, 12 de março de 2015

“Toda criança começa como uma cientista nata, e então nós arrancamos isso delas”


“Toda criança começa como uma cientista nata, e então nós arrancamos isso delas” 

“Toda criança começa como uma cientista nata, e então nós arrancamos isso delas. Entre as características que ele valorizava em um cientista e em qualquer outra pessoa estão a curiosidade e a imaginação, traços típicos das crianças. Para o astrônomo, pensar cientificamente era algo como interrogar de forma metódica diversos aspectos da natureza, o que não deixa de ser uma forma de curiosidade aplicada. A respeito da imaginação, ele acreditava ser um dos motores fundamentais do conhecimento humano.”

Leia o texto completo, “12 reflexões que vão te introduzir ao pensamento de Carl Sagan”, na Revista Galileu, clicando aqui.

Conheça o Portal Carl Sagan (inglês), clicando aqui.


Leia também “Homens, Mulheres e "Crianças" no "pálido ponto azul" e assista ao vídeo “O Pálido Ponto Azul”, clicando aqui.

segunda-feira, 26 de janeiro de 2015

Homens, Mulheres e "Crianças" no "pálido ponto azul"



Nessa sociedade em que vamos quase todos mais ou menos enredados pela Internet nos lares, escolas, ruas, e também incapazes de compreendermos o que se passa além de um palmo de nossos narizes, o filme retrata cenas do cotidiano e interesses dos personagens em uma comunidade norte-americana - homens, mulheres e crianças - entre seus desejos, sonhos não realizados e decepções na "sociedade de consumo" e das mídias digitais.

Parece-me que, de imediato, quase ninguém consegue perceber o que realmente se passa no interior do outro (e muito mal na vida cotidiana de ser criança e aluno), seja na vida em família, na escola ou nos outros cenários de nossas relações humanas, na "Vida Real" como se diz no filme.

Os dramas vão se desenvolvendo e provocando ações e reações a estimularem os personagens a tomarem suas decisões.

Ressalto da incapacidade daqueles que se fizeram de pais ou professores (des-orientados) a orientarem as crianças, sem absolutamente querer realmente saber, ou como des-cobrir que se passa na mente e coração de seus filhos/alunos. Até que pelas ações das próprias crianças é que parecem conseguir refletir alguma coisa, e entrar em "comunicação" com elas e seus pares adultos.

E, na escola, quem é que como professor consegue ajudar as crianças a lidarem com suas interrogações, para aquém ou além das tarefas inadiáveis do ensinar/aprender?

Pais e professores, lares e escolas colaboram (ou não) para a formação do caráter das crianças?

Imersos no mundo do mercado, e daquilo que nos é imposto para o consumo, nós nos consumimos entre dores e amores, esquecendo das possibilidades de apenas nos doarmos mais ao próximo...

E, no meio dessa vastidão do espaço com todas as suas possibilidades de manifestação da vida, quem somos nós com nossos pequenos, insignificantes ou grandes problemas e dramas, a vivermos nesse único "lar" que conhecemos - o planeta Terra - retratado como um pequeno e "pálido ponto azul" pela sonda Voyager? O "poema" de Carl Sagan citado no filme nos instiga a refletir mais sobre quem somos, de onde viemos e para onde vamos...

Fica aí a dica de Pedro Junior Silva para assistirmos e refletirmos...

Leo Nogueira Paqonawta

Publicado em Facebook
26 jan 2015

sexta-feira, 23 de janeiro de 2015

Qual é o sentido da vida? Neil deGrasse Tyson responde a um menino de 6 anos


Qual é o sentido da vida? Neil deGrasse Tyson responde a um menino de 6 anos

O astrofísico Neil deGrasse Tyson fazia uma palestra no Wilbur Theatre, de Boston, quando Jack, de 6 anos, perguntou a ele qual era o sentido da vida.

No vídeo abaixo (em inglês, legendado) vemos que Tyson fica surpreso com a pergunta, mas ao mesmo tempo elogia o pequeno: "quando adulto você terá os pensamentos mais profundos", diz ao menino.

"Acho que as pessoas fazem essa pergunta achando que o significado é algo palpável que possa ser encontrado (...) e não consideram a possibilidade de que o significado da vida é algo que você pode criar", explica. "Para mim o significado da vida é aprender algo diferente hoje, algo que eu não sabia ontem. E isso me deixa mais próximo de conhecer o que pode se conhecer no Universo, só um pouco mais perto, independente do quão distante está o conhecimento total. Se eu não aprendo nada, o dia foi desperdiçado. E por isso não entendo quem entra em férias da escola e diz 'é verão e eu não preciso pensar mais'".

Confira o vídeo:

Reproduzido de Revista Galileu . Luciana Galastri
20 jan 2015

quinta-feira, 11 de dezembro de 2014

Prefeitura do Rio retrata escola como linha de produção


Prefeitura do Rio retrata escola como linha de produção

Anúncio traz alunos sobre esteira mecânica e é alvo de críticas; cena remete a 'The Wall', em que crianças são jogadas em moedor de carne

Por Redação
Publicado 08/12/2014
Última modificação 09/12/2014

Um anúncio da prefeitura do Rio de Janeiro publicado na edição de domingo, 7, do jornal O Globo tornou-se o centro de duras críticas nas redes sociais pelo modo como aborda o ensino: na imagem que ilustra toda a página, crianças em carteiras escolares estão dispostas sobre uma esteira mecânica como as utilizadas em fábricas. Diz o anúncio: "Nossa linha de produção é simples".

Para muitos, a visão exposta pela administração do prefeito Eduardo Paes no anúncio explora uma visão de educação massificada e opressora, indiferente às diferenças e especificidades de cada instituição e de cada criança. Fora isso, ao colocar o processo de ensino e aprendizagem como uma produção em série, esquece-se da formação humanista, geradora de autonomia e espírito crítico.

Esse ambiente foi rapidamente comparado ao de The Wall, filme do Pink Floyd do início dos anos 1980, que retrata crianças num sistema escolar opressivo, num mundo distópico, que se rebelam contra a escola e seus tutores. Em uma de suas cenas mais famosas, os alunos são encaminhados em uma esteira rumo a um moedor de carne.

Reproduzido de Carta Capital
12 dez 2014



Leia também o texto "Ensino não é Fábrica" da Profa. Dra. Regina de Assis, ex-Secretária de Educação do Rio de Janeiro, publicado também pelo Jornal O Globo (11/12/2014) na coluna "Opinião", clicando aqui, lembrando as cenas de "Tempos Modernos" de Charlie Chaplin (1936) relacionadas à visão de escola como fábrica.

quarta-feira, 10 de dezembro de 2014

Manifiesto: "Creemos en la Televisión Infantil"


Manifiesto: "Creemos en la Televisión Infantil"

Reunidos en la Universidad Internacional de Andalucía, en su sede de la Rábida (Huelva-España), entre los meses de octubre y noviembre del 2014, con motivo del I Curso de Experto en “Producción de Contenidos Audiovisuales para Público Infantil”; un nutrido grupo interdisciplinar, con representantes del mundo de la industria, el arte y la enseñanza, procedentes de 11 países iberoamericanos, y tras varios meses de debate y puesta en común decidimos por unanimidad, y sin ningún tipo de duda, creer en la televisión infantil.

"Creer en la televisión infantil supone en primer lugar reivindicar su existencia, asumir que los niños tienen derecho a ser reconocidos como un público singular y complejo. Pero supone además plantearse qué es lo que hace que un programa reciba esta calificación ¿su horario de emisión?, ¿su narrativa?, ¿sus fines comerciales?  No creemos en cualquier programa que se autoproclame para niños. No. Creemos en una verdadera televisión infantil.

Creemos en la Universidad y la Academia como agentes fundamentales del proceso de creación de contenidos para los niños. Lo son, porque una fundamentación teórica dota a la televisión infantil de un -más que merecido- reconocimiento como producto cultural digno de estudio. Un objeto poliédrico e ideológico, íntimamente ligado a los procesos socioculturales, que evoluciona y forja conciencias. Creemos en la Universidad, como impulsora del encuentro de los distintos agentes del proceso de producción, que abre espacios de reflexión y replanteamientos permanentes.

Creemos en una televisión infantil que estudia a su audiencia con rigor, que se sirve de la investigación cualitativa para entender al niño más allá de su faceta como consumidor. Estudios que pongan de manifiesto las auténticas necesidades y aspiraciones de una infancia avocada a vivir en una sociedad audiovisual, de una infancia con el derecho inalienable de disponer de una televisión de calidad.

Creemos por tanto que los estados democráticos no pueden ser ajenos a esta necesidad. Creemos en una televisión pública a la vanguardia de la producción de contenidos infantiles, creativa, innovadora, arriesgada. Capaz de competir con las cadenas privadas, pero sin perder su vocación formadora, su sensibilidad social, su localismo y su capacidad de hablar a un niño concreto, geográfica y políticamente localizado, que desea pensar su lugar en la sociedad como ciudadano y no como consumidor.

Y a la vez, y sin ningún complejo, creemos en la industria. Pero no en cualquier industria.Creemos en una industria fuerte y sólida, fuente de trabajo para los profesionales de nuestros países. Industrias nacionales que compitan de tú a tú con los imperios mediáticos norteamericanos. Industrias valientes, sin complejos, que no parasiten las instituciones, sino que sepan ganarse a golpe de calidad el reconocimiento de su público. Una industria comprometida con las nuevas tecnologías, aventurera, que incorpore el uso de las narrativas transmediáticas, los nuevos dispositivos y la participación de los usuarios en sus producciones. Con profesionales formados y competentes, cuyos conocimientos, solo sean superados por la pasión a su trabajo. Creemos en una industria internacional, que sepa competir en el mejor sentido de la palabra. Una industria iberoamericana, que entienda la simbiosis de capitales, profesionales, y cultura como el único camino para hacerse un hueco en el mercado internacional.

Creemos en la televisión infantil, como una forma de cultura, como una necesidad de las sociedades, y como una industria rentable y con futuro. Pero sobre todo, creemos en la televisión infantil porque creemos en el niño. La infancia que es principio y final de todo nuestro proceso, ha de ser nuestro referente y nuestra piedra angular. El niño como un espectador inteligente y con sentido crítico, cuyos derechos no se reducen a consumir lo que la televisión le ofrece, sino a ser interpelado, entretenido e inspirado a partes iguales. Un niño de este siglo que tiene derecho a expresarse, que puede crear y producir contenidos digitales y cuyas producciones deben ser tomadas en cuenta por esa televisión infantil.

Solo así podremos crear una televisión desde y para el niño. Solo así. Asumiendo la responsabilidad que implica volver a nuestros países, mirar al horizonte y decir con convicción:Creemos en la Televisión Infantil".

Firmado: Estudiantes del I Curso de Experto “Producción de Contenidos Audiovisuales para el Público Infantil”

Dirección y Coordinación del Curso: Prof. Dra. Jacqueline Sánchez Carrero, Prof. Mag. Yamile Sandoval Romero, Lic. Enrique A. Martínez López.

Huelva, España. Otoño de 2014.

Para saber más de este I Curso de Experto visita su blog.

Reproduzido de Fundación Audiovisual de Andalucia (03/12/2014) . Via Jacqueline Sánchez Carrero . Taller Telekids
10 dez 2014

sábado, 29 de novembro de 2014

1º Concurso de Curtas da UDESC com inscrições até 04/03/2015


Primeiro concurso de curta-metragens da Udesc oferece R$ 12 mil em prêmios

Buscando fomentar iniciativas artístico-culturais, a Universidade do Estado de Santa Catarina (Udesc) lançou um concurso para premiar obras audiovisuais, com o apoio da Secretaria de Estado de Turismo, Cultura e Esporte (SOL). As inscrições, que são gratuitas e abertas ao público, ficarão abertas até 4 de março e deverão ser feitas na internet.

O 1º Concurso de Curtas da Udesc tem a frase "Inspirando histórias" como tema e pretende selecionar curta-metragens que demonstrem a forma como a universidade influencia a vida das pessoas e da sociedade nos diversos campos do conhecimento.

Segundo o pró-reitor de Extensão, Cultura e Comunidade, Mayco Nunes, a Udesc contribui para o desenvolvimento da sociedade catarinense por meio de ações que promovem educação, cultura, ciência e ações sociais. "O objetivo dessa iniciativa é selecionar obras que retratem essa influência na vida das pessoas", diz.

"Para participar, os interessados devem ler o edital, produzir um vídeo e fazer o upload do arquivo para o site indicado à visualização, deixando a obra à disposição dos jurados", explica o coordenador de Cultura da Udesc, Ivan Tonon.

Ele destaca que os amadores podem e devem se inscrever no concurso. "Fizemos um tutorial para orientar aqueles que querem começar", destaca. Depois de serem selecionados por um júri especializado, os vídeos poderão ser visualizados e votados pelo público em geral.

Tonon afirma que "a opinião das pessoas contará no cômputo geral, pois a votação é uma forma de interagir com o público e dar um retorno aos artistas sobre a forma como os curtas afetam a plateia".

Leia o edital e inscreva-se na internet. Para saber como fazer seu vídeo, acesse o tutorial.

Mais informações sobre o concurso podem ser obtidas pelo telefone (48) 3321-8033, das 13h às 19h, e pelo e-mail proex.reitoria@udesc.br

Reproduzido de UDESC Notícias
29 nov 2014

terça-feira, 11 de novembro de 2014

Eduardo Galeano: “O entusiasmo é uma vitamina “E “ - de Entusiasmo


Eduardo Galeano: “O entusiasmo é uma vitamina “E “ - de Entusiasmo

Depoimento de Eduardo Galeano na Praça Catalunya em 24 mai 2011, sobre as manifestações políticas na Espanha.

“O entusiasmo é uma vitamina “E “– de Entusiasmo -, que vem de uma palavra grega que significa “ter os deuses dentro”. E toda a vez que eu vejo que os deuses estão dentro de uma pessoa ou de muitas, ou da natureza, ou das montanhas, ou dos rios, eu digo: isso é o que me falta pra eu me convencer de que viver vale a pena. E que viver está muito, muito, muito além das mesquinharias da realidade política onde se ganha ou se perde… E da realidade individual, também. Ganhar ou perder na vida… isso importa pouco! Em relação com esse outro mundo que te aguarda. Esse outro mundo possível. Que está na barriga deste.

Vivemos um mundo infame, eu diria. Não nos incentiva muito… Um mundo mal-nascido. Mas existe outro mundo na barriga deste. Esperando… E é um mundo diferente. Diferente e de parto complicado. Não é fácil o seu nascimento. Mas com certeza pulsa no mundo que estamos. Um outro mundo que “pode ser”, pulsando no mundo que “é”. Essas manifestações espontâneas na Espanha são prova disso. E alguns me perguntam: “Mas o que vai acontecer?! E depois?! O que vai ser?!” E eu simplesmente digo o que nasce da minha experiência: Bom… Nada. Não sei o que vai acontecer. E não me importa o que “vai” acontecer. Me importa o que “está” acontecendo. Me importa o tempo que “é”. E o que “é” é o tempo que se anuncia sobre outro possível que acontecerá. Mas o que acontecerá no fim, não sei.

É como se me perguntassem quando me apaixono, quando vivo uma experiência de amor a fundo de verdade, quando sinto que vivo e não me importo se morrerei nesse momento mágico de amor, quando acontece. Pois então… O amor é assim! “É infinito enquanto dura”. E é importante que seja infinito enquanto dura. Não temos que planejar tudo como se estivéssemos fazendo o balanço de um banco. Assim: “Dívida, balanço, saldo. Estatísticas, probabilidade. O que nos espera?”. E o que me importa a merda que nos espera?

Esses tecnocratas de quinta categoria… são uns ignorantes! Não sabem nada de nada (“un carago de nada!”) e ganham uns salários imensos! E, em cada crise que eles desatam, acabam aumentando suas fortunas! Porque são recompensados por essas façanhas que consistem em arruinar o mundo! Esse é um mundo ao contrário: que recompensa os seus arruinadores ao invés de castigá-los. Não tem nenhum preso, entre os banqueiros que promoveram, provocaram essa crise no planeta inteiro. Nenhum preso! E, por outro lado, há milhares de presos por terem consumido maconha! Ou por terem roubado uma galinha! Milhares de presos! É o mundo do avesso! Um mundo de merda! Mas não é o único mundo possível. E cada vez que eu me junto a essas concentrações lindíssimas com os jovens, penso: Há um outro mundo que nos espera.

Esse mundo de merda está grávido de outro. E são os jovens que nos levam para frente. Esses jovens excluídos pelas seleções regidas pelos interesses dos partidos políticos, nos quais eles já não votam! Eu tô chegando agora da América do Sul. Os jovens chilenos não votaram lá no Chile. 2 milhões de jovens chilenos não votaram! Não votaram porque não crêem na democracia que oferecem a eles. E quantos jovens não votaram na Espanha? Não sei. Nem foram contados. Mas, dentro dos 10 milhões de espanhóis que não votaram, deve haver muitos jovens. E não é que não acreditem “na” Democracia. Não! O que acontece é que não acreditam “nessa” democracia manipulada, nesse nome seqüestrado pelos banqueiros, pelos políticos mentirosos – “artistas de circo” que oferecem uma pirueta diferente a cada dia.

Havia um velho político no Uruguai, morreu há muitos anos, que não era revolucionário nem nada, era um político do sistema, mas era um homem que conhecia a vida mais que muitos outros. Chamava-se Herrera, falava fanhoso. Quando lhe ofereceram um candidato, na lista do Partido Nacional, perguntado “o que você acha de fulanito para senador?”, ele disse: “Não, não, não! Porque esse é um redondo!” Ele chamava de “redondo” àqueles que ficavam “redondos” de tanto girar. Era verdade! E na realidade política atual há uma imensa quantidade de “redondos”, que ficam “redondos” de tanto dar voltas. E os jovens têm culpa de não acreditar nos “redondos”? Ou são os “redondos” que têm culpa de os jovens não acreditarem neles?

Bom, eu gosto de estar aqui conversando, porque é disso que eu gosto: jogar conversa fora. Se você tivesse me pedido para eu oferecer minha versão sobre o futuro da humanidade, eu teria dito: não! Eu gosto de jogar conversa fora, conversar com meus iguais, porque são iguais a mim. Porque somos todos iguais na luta por uma vida diferente. E tomara que isso siga vivo, porque senão… pra que merda viver? Se não for porque creio em algo melhor que isso? Mas não quero transmitir nenhuma mensagem para a humanidade.

Eu estive aqui conversando, me filmaram e tal… Tudo bem. Mais nada. Mais do que isso não posso, porque não sou um guru de nada, nem sábio… Além disso, confesso: os intelectuais me dão pena. Eu não quero ser intelectual! Quando me chamam de “distinto intelectual”, eu digo: Não! Não sou! Os intelectuais são os que divorciam a cabeça do corpo. Eu não quero ser uma cabeça que rola por aí. Sou uma pessoa! Sou cabeça, corpo, sexo, barriga, tudo! Mas não um intelectual, esse personagem abominável!

Como dizia Goya: “A razão cria monstros”. Cuidado com quem somente raciocina! Cuidado! Temos que raciocinar e sentir. E quando a razão se separar do coração, comece a tremer. Porque esse tipo de personagem pode levar ao fim da existência humana no planeta. Eu não vejo a vida como eles. Eu acredito nessa fusão contraditória, difícil, mas necessária entre o que se sente e o que se pensa. Então, quando aparece alguém que só sente, mas não pensa, eu digo: é um sentimental. Mas quando só pensa e não sente, eu exclamo: Ai, que medo! Que horror! Que coisa espantosa! Uma cabeça que rola!

Essa sabedoria não me interessa mais. Me interessa a sabedoria que combina o cérebro com as tripas. Que combina tudo! Sem esquecer nada! Porque a cabeça sozinha é muito perigosa. É como o louvor ao dinheiro, um hino que se lança a cada dia. “Ah, que maravilha a liberdade do dinheiro”. A liberdade dinheiro é inimiga da liberdade das pessoas. Muito cuidado com o dinheiro livre. É muito pior que um animal selvagem livre. Não! Dinheiro livre não! Foi isso o que provocou as maiores catástrofes da humanidade.

O importante é que nós, as pessoas, sejamos livres. E plenamente conscientes de que somos parte da natureza. Esse foi o mandamento que Deus esqueceu: “Serás parte da natureza. Obedecerás à natureza de que fazes parte”. Deus se esqueceu porque estava ocupadíssimo… Mas está em tempo de recuperar isso.”

Reproduzido em 11 nov 2014

quarta-feira, 5 de novembro de 2014

Estudante de 7 anos manifesta a favor dos professores


Estudante de 7 anos manifesta a favor dos professores

Público foi modesto, mas menino diz que pretende continuar

Alexandro Barboza

O pequeno Ian Ainoã Duarte, de 7 anos, decidiu se mobilizar a favor dos professores em Campo Grande. Em um vídeo divulgado no Facebook, ele pede para que a prefeitura da Capital pague o teto salarial e evite a greve da Rede Municipal de Ensino. Também, nesta manhã, 5, o estudante da 1ª série, na companhia de colegas e pais se manifestaram em frente a Escola Municipal Elpídio Reis.

De acordo com a mãe do menino, a fotógrafa Kísie Ainoã, ele chegou em casa revoltado com a notícia e, um vídeo, gravado por sua tia, se espalhou pela internet. No vídeo, o menino questiona o fato da prefeitura arrecadar tanto dinheiro com impostos e alegar não ter dinheiro para pagar o teto dos professores. Ele ainda diz que pretendia mobilizar 24 pessoas mais alguns colegas de classe.

Munido de cartazes e ao lado dos colegas Rafael e Nicolas, Ian não conseguiu o público esperado nesta manhã, o que era uma preocupação da mãe, que auxiliou o filho na divulgação do protesto. “Fiquei com medo do protesto ser um fracasso e isso de certa forma frustrar o Ian, mas, novamente ele me surpreendeu. Ao final, ele me acalmou dizendo que o primeiro protesto é assim mesmo, e que nos próximos, que ele irá realizar, os resultados serão diferentes”, comenta a mãe. 

Sem esconder o orgulho do filho, Kísie disse ao Diário Digital que Ian nunca recebeu nenhum incentivo para entrar nestas causas sociais. “Tudo sempre parte do próprio Ian. Na vez do protesto pelos R$0,20 da passagem de ônibus, por exemplo, ele não chegou a ir às ruas, mas se pintou todo e fez o próprio protesto em casa”, completa.

Ainda segundo a mãe, o menino adora assistir tutorias e faz vídeo de tudo que costuma fazer, um sinal de que Ian ainda deve fazer parte de muitos movimentos por causas sociais. Tudo indica que o intitulado “Protesto a favor do cumprimento do Piso Salarial dos Professores em CG – MS”, foi apenas o primeiro passo do garoto.

Greve

Os professores da Rede Municipal de Ensino (Reme) decidiram rejeitar a proposta do prefeito Gilmar Olarte e votaram pela greve. A votação ocorreu na última segunda-feira (3) na sede Sindicato Campo-grandense dos Profissionais da Educação Pública (ACP), durante uma Assembleia Geral que reuniu cerca de 800 servidores.

Os professores confirmaram o indicativo de greve, após rejeitar a proposta apresentada ontem pelo prefeito, onde afirmava que recebendo a Outorga Onerosa da Águas Guariroba, a prefeitura faria o pagamento retroativo de 8,46%, de uma só vez, até o dia 30 de novembro de 2014.

Segundo o sindicato, categoria cobra o cumprimento da lei municipal 5.189/2013 que determina a integralização do piso municipal, atualmente é de 1.564,97, ao piso nacional dos professores, de R$ 1.697,37. O início da greve está previsto para esta quinta-feira (6).

Reproduzido de Diário Digital
05 nov 2014



Comentário de Filosomídia:

Muito bem Ian!

Que alegria, que bacana, como você nos inspira a indignação e a agir pelo bem e pela justiça!

Taca-le pau com sua indignação, combatendo todas as injustiças, apoiando professores e crianças do Brasil e do mudo inteiro para que tenham excelentes escolas, excelentes condições de trabalho e estudo, excelentes recreios, bibliotecas, brinquedotecas, jardins, alimentação, saúde, quadras para práticas desportivas, piscina, brincadeiras e tudo o de bom que possamos imaginar para que as escolas sejam um lugar de belas descobertas para a vida, sempre com amizades queridas.

Sou professor de crianças dos Anos Iniciais e, conheço muitas crianças que também apoiam tudo isso pelo qual você está lutando com seus colegas. Realmente é muito estranho que os cidadãos e cidadãs - e principalmente as crianças - tenham seus direitos desrespeitados por autoridades públicas e, pior ainda, como se não fosse dever dessas autoridades fazer de tudo para que se cumprisse, por exemplo, a Declaração Universal dos Direitos Humanos (1948), a Declaração Universal dos Direitos das Crianças (1959), o piso salarial dos professores, que ainda é bem baixo...

Enfim, essa luta é difícil e, como você disse tranquilizando sua mãe, com o tempo mais e mais pessoas - a começar por seus colegas de escola - se unirão para defender, proteger e promover os direitos humanos e os direitos das crianças.

Muita força, ânimo, alegria e amor na sua vida, de seus familiares, professores e amigos.

Vamos nos falando, com mais professores e mais crianças, mais pais e mães, mais amigos até que todo mundo esteja vivendo com alegria, paz e amor.

Obrigado por compartilhar conosco o seu vídeo, e vamos compartilhando ele para que mais pessoas se juntem e apoiem essa luta!

Espero te encontrar em breve para bater um papo bem bacana, já que mesmo sendo professor também continuo estudando, agora no doutorado, para descobrir numa pesquisa os porquês de ser tão difícil ver, ouvir e falar com as crianças nas escolas, e perceber que pela imaginação delas (como a sua) poderíamos estar aprendendo e descobrindo um mundo melhor.

Espia aí como você vai nos ensinando a imaginar e a re-criar um mundo melhor, com tanta graça e alegria...

Um abraço agradecido estalando de orgulho por você e seus colegas.

Leo Nogueira Paqonawta

...

Postado no espaço de comentários do vídeo, Canal de Youtube de Ian Ainoã Duarte.

06 nov 2014

sábado, 1 de novembro de 2014

“Trampolim do Forte”: o filme de João Rodrigo Mattos no CCE/UFSC com exibição comentada


TRAMPOLIM DO FORTE

Exibição comentada do longa “Trampolim do Forte” com o diretor João Rodrigo Mattos, o produtor executivo Alexandre Basso e a diretora de produção Lia Mattos

05 de novembro de 2014 (quarta-feira)
19 h
Auditório Henrique Fontes do CCE/UFSC
Campus Trindade . Florianópolis
Entrada franca

O PACT - Grupode Pesquisa em Performance, Artes Cênicas e Tecnologia da UFSC - apoia e convida para a exibição do longa “Trampolim do Forte”, de João Rodrigo Mattos, com a presença do diretor e equipe.

Depois de circular em diversos festivais nacionais e internacionais Trampolim do Forte foi exibido no circuito comercial em grandes cidades, mas não chegou ainda nas salas de Florianópolis. A Sessão comentada na UFSC terá a presença do diretor João Rodrigo Mattos, do produtor executivo Alexandre Basso e da diretora de produção Lia Mattos.

O filme cria uma narrativa visceral e mágica da realidade das crianças que vivem nos entornos do Porto da Barra, em Salvador, marcadas por uma amizade intensa, tão presente no local quanto o turismo sexual e o trabalho infantil. Trampolim apresenta um elenco infantil marcante e traz nomes consagrados no cinema nacional, como Marcélia Cartaxo, Luis Miranda, Zéu Britto, entre outros.

História

O Trampolim do Forte da praia do Porto da Barra é o ponto de encontro das crianças saltadoras. Entre elas estão Déo e Felizardo, grandes amigos que também fazem dos saltos do Trampolim a sua válvula de escape.

A vida de trabalho nas ruas não é fácil e Felizardo, 10 anos, precisa vender seus picolés para ajudar a mãe e a igreja. É num desses dias difíceis que ele cruza com Fuleirinho e sua turma. Entre os sonhos de criança e as surpresas do mundo adulto, Felizardo encontra-se na encruzilhada entre o bem e o mal e precisa tomar suas próprias decisões.

Déo, 12 anos, é um mestre do salto do Trampolim, conhecido por todos que frequentam os dias e as noites de uma das mais badaladas praias brasileiras. Em casa, porém, as coisas não estão bem e ele acaba se vendo em meio a uma trama perigosa, envolvendo seus amigos, a bela moreninha Tetéia e o temível “Verdadeiro Tadeu, o Rei das Criancinhas”.

É um drama humano que traz na sua narrativa doses equilibradas de aventura, drama, suspense, humor, romance e poesia imagética, numa história mágica e incrivelmente real.

Trampolim do Forte transcende a estória de crianças que vivem em situações limite. Na verdade trata-se de um filme sobre a importância da infância.

Trampolim do Forte

Longa Metragem / 35mm / Ficção
Brasil, 90 MIN, 2010
Escrito e Dirigido por João Rodrigo Mattos
Produzido por DocDoma Filmes / Brasil
Co-produzido por UD Film / Alemanha
Classificação Etária: 16 anos
Distribuição: Pipa Distribuidora

Ficha Técnica

Roteiro & Direção: João Rodrigo Mattos
Produção Executiva: Alexandre Basso
Diretora de Produção: Lia Mattos
Diretor de Fotografia: Pedro Semanovischi
Diretor de Arte: Henrique Dantas
Montador: Bau Carvalho
Trilha Sonora: Lourimbau, Robertinho Barreto, Andre T. e Alexandre Lins | Participação especial: Ivan Bastos
Som: Uwe Dresch
Figurino: Diana Moreira
Maquiagem: Wilson Dargolo

Elenco

Luis Miranda (Reverendo)
Marcelia Cartaxo (Do Céu)
Zéu Britto (FãClube)

Apresentando as crianças:
Lúcio Lima (Déo)
Adaílson Santos (Felizardo)
Everton Costa  (Fuleirinho)
Laís Rocha (Flor da Pele)

Saiba mais sobre o filme, clicando no site.

Assista ao trailler:

sexta-feira, 24 de outubro de 2014

Telejornalismo Infantil: A televisão brasileira conta com poucas produções jornalísticas voltadas ao público infantojuvenil


Telejornalismo Infantil

A televisão brasileira conta com poucas produções jornalísticas voltadas ao público infantojuvenil

Muita gente ainda se lembra do antigo Globinho, criado e apresentado na Rede Globo por Paula Saldanha – a mais importante experiência já feita em televisão aberta no país. O Ver TV debate esse vazio histórico e experiências internacionais bem sucedidas.

Participam do programa o pedagogo e publicitário Leopoldo Nogueira e Silva, doutorando em educação e infância pela Universidade Federal de Santa Catarina. Para ele, “é muito importante que um telejornal para crianças falasse coisas que interessassem às crianças, do universo infantil, das suas brincadeiras e dos seus interesses como um todo”, defende.

Já a psicóloga especialista em psicanálise infantil Ana Olmos critica a postura das redes de televisão, que normalmente não experimentam novos formatos, terminando por fazer sempre mais do mesmo.

O Ver TV recebe Maurício Valim, diretor do Cartãozinho Verde, programa esportivo da TV Cultura para o público infantil. Ele aponta que o modelo de financiamento das televisões, marcado pela venda de espaços publicitários, pode ser o causador da falta de experimentação e programas para o público infantil.

O programa ouve Paula Saldanha, criadora do programa Globinho, da TV Globo, e Maria Inês Delorme, professora da Universidade Estadual do Rio de Janeiro (UERJ), autora do livro Domingo é dia de felicidade: as crianças e as notícias.

Reproduzido de Ver TV
24 out 2014

Conheça também a dissertação "Telejornais e crianças no Brasil: a ponta do iceberg" (UFSC, 2011), de Leopoldo Nogueira e Silva, clicando aqui.

Assista outros episódios do Ver TV (2010) sobre o tema, clicando aqui.